segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Há 3,5 bilhões de anos seria possível beber água em Marte, diz cientista



 John Grotzinger, chefe da missão do Curiosity, falou ao jornal 'La Tercera'.

Ambiente propício à vida no planeta durou centenas ou milhares de anos.

Da EFE
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Uma rocha marciana analisada pelo veículo explorador de Marte (Rover) Opportunity, contém amostras de barro formado em água não-ácida (Foto: Nasa/AFP)Rocha de Marte analisada pela Nasa tem amostras de barro formado em água não ácida (Foto: Nasa/AFP)
Há 3,5 bilhões de anos, se os seres humanos já existissem e fossem para Marte, poderiam ter bebido água e vivido ali por muito tempo, afirmou no domingo (4) o cientista da agência espacial americana (Nasa) John Grotzinger, chefe da missão do robô Curiosity.
Em declarações ao jornal chileno "La Tercera", Grotzinger destacou que, um ano após o robô Curiosity chegar com sucesso ao planeta vermelho – o quarto do Sistema Solar –, o veículo descobriu que aquele é um meio ambiente similar à Terra, em que os seres humanos poderiam ter enchido um copo de água e provavelmente bebido-o se estivessem estado lá há 3,5 bilhões de anos.
O cientista indicou que o passo mais importante até agora foi descobrir, a partir da análise de rochas marcianas, que existiu um ambiente propício à vida que persistiu por centenas ou milhares de anos.
Grotzinger destacou que nesta terça-feira (6) o robô completará um ano em Marte, onde, em poucos meses, conseguiu atingir várias das metas propostas na missão de dois anos: caracterizar a água e a atmosfera do planeta e achar ambientes que no passado puderam suportar vida.
Desde então, essa se transformou na missão mais popular da Nasa, incluindo uma conta com mais de 1,3 milhão de seguidores no Twitter. O Curiosity também foi classificado como personagem do ano pela revista "Time".
"Foi um ano muito bom. Pudemos aterrissar, que era algo sobre o qual todos estávamos nervosos, e depois de oito meses conseguimos a meta primária da missão: que a água não era ácida como as missões anteriores detectaram, mas tinha um pH (potencial hidrogênio) neutro", disse.
Grotzinger afirmou que, embora Marte tenha perdido umidade e hoje seja um deserto frio, as análises do Curiosity mostram que o planeta "pôde ser um local onde micro-organismos teriam vivido facilmente".
O cientista explicou que o robô faz atualmente sua viagem mais longa na superfície do planeta vermelho, que é circundado por dois satélites. O trajeto foi iniciado em 4 de julho e deverá percorrer 8 km rumo ao Monte Sharp, uma montanha de 5.500 metros, em um deslocamento que poderá durar entre sete e nove meses.
"Será uma longa viagem, nos deteremos em algumas ocasiões para fazer medições, mas estamos comprometidos em dirigir ao monte o mais rápido possível", comentou Grotzinger.
O cientista disse que a ideia original da viagem era aterrisar próximo de sua base, no centro da Cratera Gale, pois as imagens do planeta tomadas ainda em órbita mostravam camadas e mais camadas no terreno com diferentes idades geológicas, além de cores de minerais que poderiam conter água.
Grotzinger acredita que nessa zona de Marte há mais possibilidades de encontrar ambientes habitáveis.
Detalhe da imagem onde aparece um buraco feito pelo robô (Foto: Nasa/Divulgação)Robô Curiosity completa um ano no solo de Marte nesta terça-feira (6) (Foto: Nasa/Divulgação)

quarta-feira, 13 de março de 2013

Marte pode ter tido condições para a vida, afirma a Nasa

Cientistas encontraram elementos essenciais à vida em amostra coletada pelo robô Curiosity

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Marte pode ter tido condições para a vida, afirma a Nasa Reprodução/NASA/JPL-Caltech/Cornell/MSSS
Imagens da varredura e da perfuração feitas pelo robô Curiosity, que permitiu a descoberta dos elementos químicos básicos para a possibilidade de vida em Marte Foto: Reprodução / NASA/JPL-Caltech/Cornell/MSSS
Pode ter existido vida microbiana no passado em Marte - é o que revela uma análise dos minerais contidos na primeira amostra de uma rocha coletada com instrumentos do robô americano Curiosity. O anúncio foi feito nesta terça-feira pela Nasa.

— Uma pergunta fundamental desta missão (Curiosity) é se Marte pode ter sido propício para a vida. Pelo que sabemos agora, a resposta é sim — disse Michael Meyer, cientista chefe do Programa de Exploração de Marte da Nasa.

O robô de seis rodas, com 10 equipamentos científicos a bordo, é o veículo mais sofisticado enviado até agora a outro planeta.

A amostra analisada, perfurada a partir de um pedaço de rocha sedimentar, contém minerais de argila e de sulfato, além de outros produtos químicos. Com base na análise destes produtos químicos, os cientistas conseguiram determinar que a água que ajudou a formar as rochas tinha um pH relativamente neutro.

— Encontramos um ambiente habitável, tão benigno e tão propício à vida que, provavelmente, se tivéssemos estado ali e essa água existisse, poderíamos bebê-la — disse John Grotzinger, cientista do projeto Curiosity no Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech).

AFP

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Descoberto meteorito marciano único, rico em água

AFP
Um meteorito marciano de 2,1 bilhões de anos, descoberto recentemente na África do Norte, difere de todos os encontrados até agora por ser rico em água e se assemelhar a rochas analisadas pelas sondas da Nasa em Marte, segundo um estudo publicado esta quinta-feira.
"A rocha basáltica - de origem vulcânica - contida neste meteorito é similar à composição da crosta marciana ou da parte superior do manto de Marte", explicou Carl Agee, da Universidade de Novo México (sudoeste dos Estados Unidos), um dos principais co-autores desta pesquisa publicada na edição de sexta-feira da revista científica Science.
"Nossas análises dos isótopos do oxigênio mostram que este meteorito, denominado NWA (noroeste da África) 7034, é diferente de todos os demais, visto que sua formação química corresponde à formação do solo de Marte e às interações com a atmosfera do planeta vermelho", acrescentou.
Segundo este cientista, a abundância de moléculas de água neste meteorito (com cerca de 600 partes por milhão ou dez vezes mais do que em outros meteoritos marcianos conhecidos) faz pensar que estava na superfície de Marte há 2,1 bilhões de anos.
A água poderia provir de uma fonte vulcânica de um aquífero próximo à superfície, o que faz pensar que uma atividade aquosa persistiu na superfície marciana durante o começo da era Sideriana (amazoniana).
"Nossas análises de carbono mostram igualmente que o meteorito sofreu uma segunda transformação na superfície de Marte, que explica a presença de macro-moléculas de carbono orgânico", revelou Andrew Steee, do Instituto Canergie e um dos co-autores do estudo.
Para este cientista, "trata-se do meteorito marciano mais rico geoquimicamente já encontrado e as análises que foram realizadas provavelmente vão revelar outras surpresas".
No total foi encontrada até agora uma centena de meteoritos de origem marciana.
Os meteoritos de origem marciana ou lunar são raros. A maioria provém do cinturão de asteroides, uma região do sistema solar situada entre Marte e Júpiter.
Em 2012 foram registrados mais de 42 mil meteoritos, um número que aumenta em cerca de 1.500 ao ano, segundo dados da Meteoritical Society.
A Curiosity, sonda mais sofisticada enviada a outro planeta pela Nasa, está desde o começo de agosto na cratera Gale, no equador marciano, para determinar se o planeta vermelho foi propício para a vida microbiana.
js/rap/pl/llu/mvv

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Curiosity encontra pistas sobre existência de vida em Marte

03 de dezembro de 2012 20h31 atualizado às 21h36 Notícia



Sonda acha substâncias complexas no solo de Marte

A sonda Curiosity, da Nasa, encontrou evidências perturbadoras de que teria existido vida no passado de Marte, mas os cientistas alertaram nesta segunda-feira que ainda é muito cedo para realizar as primeiras análises de solo coletado.
Os instrumentos de análises de amostras (SAM, em inglês) da Nasa têm enviado informações à Terra enquanto busca compostos como metano, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, elementos químicos que compõem a vida.
Os cientistas ficaram animados ao detectar compostos orgânicos simples no solo coletado em uma duna, mas alertaram que os traços de carbono poderiam ter sido transportados por meteoritos ou inclusive por partículas que os instrumentos tocaram antes de partir da Terra.
"Eles esperam encontrar mais evidências de compostos orgânicos à medida que a Curiosity avançar através das areias estéreis e carreadas pelo vento de Rocknest rumo ao monte Sharp, em busca de um bom lugar para começar a cavar mais fundo", acrescentou.
"Não é inesperado que esta pilha de areia não seja rica em matéria orgânica. Tem sido exposta ao duro ambiente marciano", explicou Paul Mahaffy, principal pesquisador encarregado dos instrumentos de análises de amostras do Curiosity.
"Será uma busca excitante por ambientes remotos que possam estar protegidos deste duro ambiente superficial", acrescentaram. Os instrumentos capturaram imagens impressionantes da areia retirada da duna, que um dos cientistas descreveu como mais áspera do que farinha e mais fina do que açúcar.
O Curiosity também conseguiu analisar cristais e outros materiais encontrados na areia. Ao aquecer as amostras, eles também conseguiram detectar uma quantidade significativa de água na areia, junto com algum dióxido de carbono, oxigênio e dióxido de enxofre.
"A sonda Curiosity é como um laboratório do CSI sobre rodas", comparou Michael Meyer, principal cientista do Mars Exploration Program, da Nasa, durante entrevista coletiva.
"Estes resultados oferecem uma visão sem precedentes da diversidade química da área que é representativa do resto do planeta", acrescentou. Cientistas não esperam que a Curiosity encontre homenzinhos verdes ou criaturas vivas, mas contam em usá-lo para analisar o solo e as rochas do planeta vermelho em busca de vestígios de que os compostos químicos estão presentes e podem ter sustentado vida no passado.
O robô, de US$ 2,5 bilhões, que pousou na Cratera Gale em 6 de agosto, também visa a estudar o meio ambiente marciano para preparar uma possível missão ao planeta nos próximos anos. O presidente americano, Barack Obama, prometeu enviar humanos a Marte até 2030.
AFP
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domingo, 26 de agosto de 2012


Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, morre aos 82 anos nos EUA


Família confirmou morte neste sábado após complicações de cirurgia. Ex-astronauta havia sido submetido a uma desobstrução de artérias do coração no início do mês

iG São Paulo | 25/08/2012 16:38:28 - Atualizada às 25/08/2012 21:10:26



Divulgação/Nasa
Neil Armstrong, primeiro homem a caminhar na Lua, morreu neste sábado aos 82 anos
O ex-astronauta norte-americano Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, morreu aos 82 anos neste sábado, em Ohio, nos Estados Unidos. Armstrong tinha sido submetido a uma cirurgia no coração no último dia 5 para desobstruir artérias. Segundo a própria família do ex-astronauta, Armstrong morreu após complicações da mesma cirurgia.
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"Estamos de coração partido por compartilhar a notícia de que Neil Armstrong morreu devido a complicações após a cirurgia cardíaca", disse a família de Armstrong em comunicado obtido pela rede de televisão americana CNN.
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Como comandante da missão Apollo 11, Armstrong se tornou o primeiro ser humano a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969. Foi ele quem proferiu a histórica frase: "Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”.
Leia também: Bandeiras americanas continuam na Lua, dizem cientistas
Ela era o comandante da primeira missão lunar, na Apolo 11, ao lado dos astronautas Buzz Aldrin e Michael Collins. Em 21 de julho de 1969, a cápsula lunar Eagle pousou sobre a superfície lunar e Armstrong - como havia sido planejado - foi o primeiro homem a caminhar sobre a Lua.
TV iG: Assista abaixo a trecho da chegada de Neil Armstrong à Lua:


Piloto da Marinha
O comandante nasceu no dia 5 de agosto de 1930. Ele foi piloto da Marinha dos Estados Unidos entre 1949 e 1952 e lutou na Guerra da Coreia. Formou-se em 1955 em engenharia aeronáutica pela Universidade de Purdue e atuou como piloto civil da agência que deu origem à Nasa, a Naca (Conselho Nacional de Aeronáutica).


Astronautas da Apolo 11: Michael Collins, Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin. Foto tirada em 21 de julho de 1999. Foto: Reuters1/5
Em uma rara entrevista em maio deste ano , Neil Armstrong disse que os astronautas do histórico voo Apolo 11 calculavam em apenas 50% as possibilidades de pousar sobre a superfície do satélite. "Pensava que eram de 90% as possibilidades de retornar sãos e salvos à Terra depois do voo, mas apenas 50% de possibilidades de pousar sobre a Lua nesta primeira tentativa", disse Armstrong na ocasião.
A entrevista causou extrema surpresa, já que o veterano astronauta praticamente não fez declarações públicas nos últimos anos. Mas ele decidiu romper o silêncio em uma entrevista à  Associação Australiana de Peritos Contábeis Certificados. Segundo o presidente da entidade, o ex-astronauta decidiu oferecer a longa entrevista porque seu pai foi um contador público.
Repercussão
A morte do primeiro homem a pisar na Lua gerou muita repercussão em todo o mundo. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não demorou a lamentar publicamente o falecimento de Armstrong . "Neil foi um dos maiores heróis americanos, não somente de sua época, mas de todos os tempos. Quando ele e seus companheiros de bordo pousaram na Lua com a Apollo 11, em 1969, levaram consigo as aspirações de uma nação inteira", afirmou.
Edwin "Buzz" Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua e ex-companheiro de Armstrong, também se manifestou após a confirmação da morte. "Estendemos nossas mais profundas condolências à Carol e a toda a família Armstrong pela morte de Neil. Ele fará muita falta", afirmou.  Outro ex-companheiro de Armstrong, Michael Collins também reverenciou o amigo. "Ele foi o melhor, e eu vou sentir muito a sua falta."
No comunicado oficial assinado pela família de Armstrong, seus parentes pedem que a memória do ex-astronauta seja reverenciada por quem o admirava. "Para aqueles que eventualmente perguntarem o que podem fazer pela memória de Neil, temos um pedido simples. Lembrar seu exemplo de serviço, comprometimento e modéstia. E da próxima vez que andarem pela rua em uma noite e olharem a Lua sorrindo para vocês, pensem em Neil e deem uma ‘piscadinha’ a ele", diz o texto.
Nasa
A Agência Espacial Americana (Nasa) também lamentou a perda de Neil Armstrong, apontado como um "verdadeiro herói americano", além de um pilar da "próxima era da prospecção espacial" em que a agência entra agora. "Enquanto houver livros de história, Neil Armstrong estará neles, lembrado por dar o primeiro pequeno passo da humanidade em um mundo além do nosso", disse o administrador da Nasa, Charles Bolden, em comunicado.
O chefe da agência espacial americana manifestou suas "mais profundas condolências" à família do primeiro homem a pisar na Lua. "À medida que entramos na próxima era de exploração espacial, o fazemos apoiados em Neil Armstrong. Lamentamos a perda de um amigo, um companheiro astronauta e um verdadeiro herói americano", disse Bolden.
Trajetória
Armstrong teve seu primeiro contato com a Nasa no Centro de Pesquisas Lewis, onde trabalhou como piloto de provas desde 1955 e em 1962 foi admitido como astronauta e sucessivamente ocupou os postos de chefe do Escritório de Operações e Treino de Astronautas, suplente da tripulação do "Gemini 8" e organizador de voos espaciais tripulados, passando depois à equipe de voos de alunissagem.
O astronauta quase morreu em 7 de maio de 1968, durante uma prova em que o módulo lunar se incendiou no deserto do Texas. Depois da conquista da Apollo XI, quando Armstrong e Aldrin permaneceram na superfície lunar durante duas horas e 15 minutos, Armstrong continuou ligado à Nasa, que abandonou em 1971 para retornar a sua terra natal e dar aulas como professor de Engenharia Aerospacial.
Armstrong foi, além disso, presidente do Comitê Presidencial Consultivo para o Corpo de Paz (1971-1973), membro da Comissão Nacional do Espaço (1985-1986) e vice-presidente da Comissão presidencial para a investigação do acidente da nave "Challenger" (1986).
Em companhias privadas, ocupou diversos postos, como os de diretor das empresas Cincinnati Gas and Electric Co., Cincinnati Milacron, Inc., Eaton Corporation, RMI Titanium Company e Thiokol Corporation, entre outros. Foi também presidente da Ail Systems Inc., especializada em computadores para aviação, e em janeiro de 1988 obteve uma nova conquista: deu a volta ao mundo a bordo de um Boing 77 no tempo recorde de 37 horas, com outras 99 pessoas.
Aposentado em sua casa em Lebanon (Ohio), deu algumas conferências sobre voos espaciais, e suas aparições públicas coincidiram com as celebrações dos aniversários da chegada do homem à Lua. Sobre o primeiro homem que pisou na Lua, foi escrito o livro "First man: The life of Neil A. Armstrong" (ainda sem tradução em português), cujos direitos foram comprados para adaptar a obra a um filme.
*Com Reuters e agências internacionais

quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Veja imagens da sonda 


Curiosity em Marte
23 de agosto de 2012 • 17h43  atualizado em 23 de agosto de 2012 às 17h43