quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lula anuncia fundo que exclui fiador em crédito do Fies

EDUARDO RODRIGUES - Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje a criação do Fundo de Garantia das Operações de Crédito Educativo (FGEDUC), que permitirá a estudantes universitários de cursos de licenciatura pedirem financiamento no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) sem a necessidade de apresentar um fiador. O novo fundo, porém, só valerá para os universitários com renda familiar mensal média de até um salário mínimo e para os bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Pela medida, o Tesouro Nacional, por meio do FGEDUC, concederá as garantias às instituições de ensino que se credenciarem no Ministério da Educação, que também arcarão com 7% do total desses financiamentos. "A coisa mais difícil para qualquer pessoa em qualquer segmento é conseguir um fiador", afirmou o presidente Lula. "Ser fiador não é uma prova de amizade, é assumir a responsabilidade por uma coisa que você não tem responsabilidade. Se der certo, é uma maravilha, mas se não der, você tem que pagar", completou.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, os estudantes na faixa de renda beneficiada pela medida são justamente aqueles que têm mais dificuldades em conseguir fiadores, o que impossibilitava até então o acesso ao Fies. "Esses alunos muitas vezes acabam fazendo um curso ruim porque é o mais barato, mas agora poderão escolher um de maior excelência e conseguir o financiamento", afirmou.

O governo também anunciou que os estudantes que tenham firmado contrato com o Fies antes do dia 14 de janeiro deste ano poderão renegociar os prazos de quitação, com ampliação para até três vezes o período de utilização do financiamento, acrescido de mais 12 meses. Ou seja, um estudante que tenha cursado uma graduação durante quatro anos com o financiamento pode estender o pagamento para até 13 anos. Essa regra já valia para os contratos firmados desde janeiro.

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sábado, 10 de julho de 2010

Agência FAPESP – O jipe-robô Spirit pousou em Marte no dia 4 de janeiro de 2004, enviado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. O objetivo é que funcionasse por pelo menos 90 dias sem problemas, explorando e mandando dados do planeta vermelho.

Mas o veículo autônomo rodou por mais de cinco anos, tendo feito mais de 127 mil fotos que têm ajudado cientistas a conhecer melhor o vizinho terrestre. Entretanto, diferentemente de seu gêmeo Opportunity, que chegou três semanas depois e continua na ativa, o Spirit está encalhado desde o dia 1º de maio de 2009.

Quem achou que seria o fim do explorador marciano se enganou. A Nasa desistiu de tentar tirá-lo do banco de areia no qual se encontra – além do mais com duas das seis rodas quebradas –, mas decidiu transformá-lo em uma plataforma científica estacionária.

Nas próximas semanas, a tarefa do Spirit será se posicionar melhor de modo a poder armazenar mais energia solar e resistir ao próximo inverno marciano. Caso sobreviva, a ideia da Nasa é que ele continue enviando dados do planeta por muitos meses, ou anos.

“O Spirit não morreu. Ele apenas entrou em uma nova fase de uma longa vida”, disse Doug McCuistion, diretor do Programa de Exploração de Marte da Nasa. Segundo ele, a atual imobilidade não implica em aposentadoria e há muito ainda que pode ser feito.

Mas o destino do Spirit continua complicado. A energia de que dispõe atualmente talvez não seja suficiente para que resista ao inverno. Por isso, os responsáveis pela missão tentarão fazer com que se mova o suficiente para que o novo ângulo posicione as placas coletora de modo a receber mais energia solar.

“Resistir ao inverno é uma questão de temperatura e do bom funcionamento de seus dispositivos eletrônicos. Cada pequena quantia de energia produzida pelas placas solares será usada para manter seus componentes eletrônicos críticos aquecidos, seja por deixá-los ligados ou pelo acionamento dos aquecedores do Spirit”, disse John Callas, gerente de projeto do Spirit e do Opportunity.

Caso resista, o robô entrará em uma nova fase de sua missão, continuando a pesquisa em Marte. “Há experimentos científicos que podemos fazer apenas com um veículo estacionário e que não foram feitos nos anos em que o Spirit rodou pelo planeta”, destacou Steve Squyres, professor da Universidade Cornell e principal cientista da missão.

Um dos experimentos que o Spirit poderá fazer é o estudo de minúsculas variações na rotação do planeta de modo a conhecer melhor o seu interior. Isso exigirá meses de envio de dados a partir de um único ponto na superfície marciana para calcular movimentos de longo prazo com precisão de apenas alguns centímetros.

“Se o Spirit conseguir descobrir somente mais um único dado, se o interior de Marte é líquido ou sólido, isso já será maravilhoso”, disse Squyres.

As imagens produzidas pelo Spirit podem ser vistas em http://marsrover.nasa.gov/gallery/all/spirit.html.

Mais informações sobre a missão: www.nasa.gov/rovers

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Novo desafio em Marte


Depois de meses atolado em um banco de areia, Nasa decide transformar o jipe-robô Spirit em estação científica estacionária. Mas, para isso, será preciso sobreviver ao próximo inverno (Nasa)


Agência FAPESP – O jipe-robô Spirit pousou em Marte no dia 4 de janeiro de 2004, enviado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. O objetivo é que funcionasse por pelo menos 90 dias sem problemas, explorando e mandando dados do planeta vermelho.

Mas o veículo autônomo rodou por mais de cinco anos, tendo feito mais de 127 mil fotos que têm ajudado cientistas a conhecer melhor o vizinho terrestre. Entretanto, diferentemente de seu gêmeo Opportunity, que chegou três semanas depois e continua na ativa, o Spirit está encalhado desde o dia 1º de maio de 2009.

Quem achou que seria o fim do explorador marciano se enganou. A Nasa desistiu de tentar tirá-lo do banco de areia no qual se encontra – além do mais com duas das seis rodas quebradas –, mas decidiu transformá-lo em uma plataforma científica estacionária.

Nas próximas semanas, a tarefa do Spirit será se posicionar melhor de modo a poder armazenar mais energia solar e resistir ao próximo inverno marciano. Caso sobreviva, a ideia da Nasa é que ele continue enviando dados do planeta por muitos meses, ou anos.

“O Spirit não morreu. Ele apenas entrou em uma nova fase de uma longa vida”, disse Doug McCuistion, diretor do Programa de Exploração de Marte da Nasa. Segundo ele, a atual imobilidade não implica em aposentadoria e há muito ainda que pode ser feito.

Mas o destino do Spirit continua complicado. A energia de que dispõe atualmente talvez não seja suficiente para que resista ao inverno. Por isso, os responsáveis pela missão tentarão fazer com que se mova o suficiente para que o novo ângulo posicione as placas coletora de modo a receber mais energia solar.

“Resistir ao inverno é uma questão de temperatura e do bom funcionamento de seus dispositivos eletrônicos. Cada pequena quantia de energia produzida pelas placas solares será usada para manter seus componentes eletrônicos críticos aquecidos, seja por deixá-los ligados ou pelo acionamento dos aquecedores do Spirit”, disse John Callas, gerente de projeto do Spirit e do Opportunity.

Caso resista, o robô entrará em uma nova fase de sua missão, continuando a pesquisa em Marte. “Há experimentos científicos que podemos fazer apenas com um veículo estacionário e que não foram feitos nos anos em que o Spirit rodou pelo planeta”, destacou Steve Squyres, professor da Universidade Cornell e principal cientista da missão.

Um dos experimentos que o Spirit poderá fazer é o estudo de minúsculas variações na rotação do planeta de modo a conhecer melhor o seu interior. Isso exigirá meses de envio de dados a partir de um único ponto na superfície marciana para calcular movimentos de longo prazo com precisão de apenas alguns centímetros.

“Se o Spirit conseguir descobrir somente mais um único dado, se o interior de Marte é líquido ou sólido, isso já será maravilhoso”, disse Squyres.

As imagens produzidas pelo Spirit podem ser vistas em http://marsrover.nasa.gov/gallery/all/spirit.html.

Mais informações sobre a missão: www.nasa.gov/rovers

sábado, 5 de dezembro de 2009

Foto da Nasa reacende debate sobre vida em Marte


24 de janeiro de 2008 • 12h58 • atualizado às 14h59
A imagem de Marte que mostraria um homenzinho verde
A imagem de Marte que mostraria um "homenzinho verde"
24 de janeiro de 2008
Divulgação

Uma foto tirada do planeta Marte pela Agência Espacial Americana (Nasa) reacendeu o debate - pelo menos entre blogueiros na Internet - sobre a existência de vida no planeta.

» Descoberto ambiente para vida em Marte
» Pode existir água no equador de Marte
» Planeta a 41 anos-luz pode abrigar vida

A imagem da superfície do planeta mostra o que parece ser uma misteriosa figura humana sentada sobre uma rocha.

A foto, tirada pela sonda Spirit em janeiro de 2004, foi divulgada apenas recentemente pela Nasa e imediatamente causou uma intensa discussão na Internet.

Para alguns, a imagem seria evidência de vida extraterrestre. Outros blogueiros rejeitam a idéia, dizendo que a "figura humana" seria causada por um truque de luz.

A Nasa considerou oficialmente que a missão da sonda Spirit não encontrou evidências de vida no planeta.

Teorias

Vários blogueiros ressaltaram a semelhança da "figura" na foto com a famosa estátua da pequena sereia na capital dinamarquesa, Copenhague.

Um internauta disse que a "estátua" em Marte teria sido "erguida por uma civilização antiga que deixou Marte e foi para a Dinamarca". Alguns chegaram a fazer sugestões mais esdrúxulas, de que a "figura" em Marte seria um anão de jardim, uma imagem da Virgem Maria ou o Pé Grande.

Mas muitos disseram que a imagem "não passa de uma rocha minúscula".

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Cientistas encontram 1a prova concreta de lago em Marte

WASHINGTON (Reuters) - Um longo e profundo cânion e os restos de uma praia talvez sejam a prova mais clara já encontrada sobre a existência de um lago na superfície de Marte, e ele aparentemente continha água quando o planeta já deveria ter secado, disseram cientistas nesta quarta-feira.

Imagens de uma câmera chamada High Resolution Imaging Science Experiment a bordo do satélite Mars Reconaissance Orbiter indicam que a água escavou um cânion de 50 quilômetros de extensão, revelou um grupo da Universidade do Colorado.

Ele teria coberto uma superfície de 200 quilômetros quadrados, com profundidade de 450 metros, escreveram os pesquisadores da revista Geophysical Research Letters.

Hoje é incontestável que existe água no solo de Marte --robôs de exploração encontraram gelo ali. Também há provas de que a água ainda pode brotar do subsolo para a superfície, ainda que ela rapidamente desapareça na fina e gelada atmosfera do planeta vermelho.

Cientistas também já haviam visto o que poderiam ser praias de rios gigantescos ou mares "mas algumas das formações também poderiam ser obra de deslizamentos de terra.

"Essa é a primeira prova sem ambiguidades sobre linhas costeiras na superfície de Marte", disse Gaetano Di Achille, que liderou o estudo.

"A identificação das linhas e as evidências geológicas nos permitem calcular o tamanho e o volume do lago, que parece ter se formado há cerca de 3,4 bilhões de anos", afirmou Di Achille em comunicado.

A água é um elemento-chave para a vida, e os cientistas procuram desesperadamente por provas de vida em Marte, seja passada ou presente. A existência de água no planeta também pode ser útil para futuros exploradores humanos.

"Na Terra, deltas e lagos são excelentes coletores e conservadores dos sinais de vida passada", disse Di Achille. "Se a vida alguma vez existiu em Marte, os deltas podem ser a chave para desvendar o passado biológico de Marte", acrescenta.

"A pesquisa não prova apenas que houve um sistema lacustre de longa existência em Marte, mas nós podemos ver que o lago se formou após o período quente e úmido que pensava-se que teria se dissipado", disse o professor assistente Brian Hynek.

O lago provavelmente evaporou, ou congelou após uma abrupta mudança climática, afirmaram os pesquisadores. Ninguém sabe o que fez Marte deixar de ser um planeta quente e úmido para se tornar o deserto gelado e sem ar que é hoje.

(Reportagem de Maggie Fox)
UOL Celular

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Missão tripulada a Marte pode se abastecer de energia solar

(Embargada até as 16h de hoje) Londres, 13 nov (EFE).- Uma missão de pesquisa com tripulação humana em Marte poderá se abastecer de energia solar, de forma permanente ou quando se situar em uma latitude adequada, segundo uma matéria publicado hoje pela revista britânica "New Scientist".

A Agência Espacial Americana (Nasa) quer determinar qual é a melhor fonte de energia para as expedições ao planeta vermelho, a solar ou a nuclear, e para isso encarregou um estudo ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA).

Este debate energético acentuou-se depois que a Nasa deu por concluída a missão da sonda "Phoenix" em Marte, diante da impossibilidade de estabelecer comunicação com ela.

Essa missão, que funcionava com energia proporcionada por painéis solares, foi interrompida quando estes deixaram de se recarregar devido às tempestades de areia.

Outras sondas, como a Cassini, a Galileu e a New Horizons, levaram geradores de energia nuclear, uma opção que, segundo os pesquisadores, é a "clara vencedora" no debate porque permite um abastecimento constante de energia.

No entanto, os detratores desta opção alegam que qualquer acidente poderia causar uma chuva de resíduos radioativos na Terra ou em Marte.

Até agora, os cientistas pensavam que os raios do sol seriam fracos demais em Marte para ser transformados em quantidade suficiente de energia.

Eles calculam que seriam necessários cerca de 100 quilowatts para que os exploradores de Marte pusessem em funcionamento um entorno operacional e pudessem retornar à Terra.

A equipe de pesquisadores explica que, se a nave ficar na localização adequada -uma latitude entre 0 e 40 graus ao norte do equador marciano-, o sol poderá fornecer toda a energia à estação, inclusive durante as tempestades de areia.

Após avaliarem 13 sistemas de geração de energia, os cientistas concluíram que seria viável uma missão que levasse vários rolos de painéis solares de forma a cobrir uma superfície de 10 mil metros quadrados.

Esta missão poderia obter os 100 quilowatts necessários caso se situasse 25 graus ao norte do equador marciano.

Uma vez sobre a superfície de Marte, dois membros da tripulação teriam que dedicar 17 horas ao posicionamento e início de trabalho dos painéis, embora os pesquisadores destaquem a possibilidade de utilizar robôs para este fim.
UOL

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Marte: imagens mostram passagens de água em solo

Imagens captadas pela sonda espacial Mars Reconnaissance Orbiter identificaram centenas de rupturas no solo de Marte devido ao fluxo de água subterrânea há bilhões de anos, informa a Nasa, a agência espacial americana. As fendas paralelas se formaram por causa da pressão na superfície rochosa ou granular, afirmou o Laboratório de Propulsão a Jato (JLP, na sigla em inglês).

» Marte: divulgada imagem de cânions
» Anunciada nova missão em Marte
» Sonda capta pôr-do-sol derretendo gelo
» Marte: toxina não inviabiliza vida

As fotografias, divulgadas ontem, permitiram que os cientistas estudassem as passagens perto da cratera Capen, que possui 60 km de extensão e se localiza a sete graus ao norte do equador do planeta vermelho.

Para Chris Okubo, do Instituto Geológico dos Estados Unidos, o fluxo subterrâneo de água ocorre ao longo dessas aberturas, o que auxilia na compreensão do funcionamento dessas passagens. "As estruturas são pontos importantes em uma futura exploração e para as investigações sobre a história geológica da água e dos processos vinculados ao líquido em Marte", avaliou.

Parecidas com estrias, as formações também são encontradas em grandes áreas compostas por pedras de arenito no deserto de Utah, nos EUA. As regiões possuem quilômetros de extensão e estão separadas por apenas alguns metros de solo. Segundo os geólogos, as fendas de Utah são o resultado da compressão no subsolo ou falhas geológicas.

"O estudo nos traz uma visão global não somente da erosão causada pela água na superfície, mas também dos efeitos em todo o planeta", avaliou Suzanne Smrekar, uma das cientistas da missão da sonda espacial. Segundo ela, o movimento da água tem implicações importantes em modificações na temperatura e na composição química da superfície do planeta. "Isso tudo tem a ver com a possibilidade de já ter existido algum tipo de vida em Marte", concluiu.

EFE

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3212669-EI301,00.html