sábado, 10 de julho de 2010
Mas o veículo autônomo rodou por mais de cinco anos, tendo feito mais de 127 mil fotos que têm ajudado cientistas a conhecer melhor o vizinho terrestre. Entretanto, diferentemente de seu gêmeo Opportunity, que chegou três semanas depois e continua na ativa, o Spirit está encalhado desde o dia 1º de maio de 2009.
Quem achou que seria o fim do explorador marciano se enganou. A Nasa desistiu de tentar tirá-lo do banco de areia no qual se encontra – além do mais com duas das seis rodas quebradas –, mas decidiu transformá-lo em uma plataforma científica estacionária.
Nas próximas semanas, a tarefa do Spirit será se posicionar melhor de modo a poder armazenar mais energia solar e resistir ao próximo inverno marciano. Caso sobreviva, a ideia da Nasa é que ele continue enviando dados do planeta por muitos meses, ou anos.
“O Spirit não morreu. Ele apenas entrou em uma nova fase de uma longa vida”, disse Doug McCuistion, diretor do Programa de Exploração de Marte da Nasa. Segundo ele, a atual imobilidade não implica em aposentadoria e há muito ainda que pode ser feito.
Mas o destino do Spirit continua complicado. A energia de que dispõe atualmente talvez não seja suficiente para que resista ao inverno. Por isso, os responsáveis pela missão tentarão fazer com que se mova o suficiente para que o novo ângulo posicione as placas coletora de modo a receber mais energia solar.
“Resistir ao inverno é uma questão de temperatura e do bom funcionamento de seus dispositivos eletrônicos. Cada pequena quantia de energia produzida pelas placas solares será usada para manter seus componentes eletrônicos críticos aquecidos, seja por deixá-los ligados ou pelo acionamento dos aquecedores do Spirit”, disse John Callas, gerente de projeto do Spirit e do Opportunity.
Caso resista, o robô entrará em uma nova fase de sua missão, continuando a pesquisa em Marte. “Há experimentos científicos que podemos fazer apenas com um veículo estacionário e que não foram feitos nos anos em que o Spirit rodou pelo planeta”, destacou Steve Squyres, professor da Universidade Cornell e principal cientista da missão.
Um dos experimentos que o Spirit poderá fazer é o estudo de minúsculas variações na rotação do planeta de modo a conhecer melhor o seu interior. Isso exigirá meses de envio de dados a partir de um único ponto na superfície marciana para calcular movimentos de longo prazo com precisão de apenas alguns centímetros.
“Se o Spirit conseguir descobrir somente mais um único dado, se o interior de Marte é líquido ou sólido, isso já será maravilhoso”, disse Squyres.
As imagens produzidas pelo Spirit podem ser vistas em http://marsrover.nasa.gov/gallery/all/spirit.html.
Mais informações sobre a missão: www.nasa.gov/rovers
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Novo desafio em Marte

Depois de meses atolado em um banco de areia, Nasa decide transformar o jipe-robô Spirit em estação científica estacionária. Mas, para isso, será preciso sobreviver ao próximo inverno (Nasa)
Agência FAPESP – O jipe-robô Spirit pousou em Marte no dia 4 de janeiro de 2004, enviado pela Nasa, a agência espacial norte-americana. O objetivo é que funcionasse por pelo menos 90 dias sem problemas, explorando e mandando dados do planeta vermelho.
Mas o veículo autônomo rodou por mais de cinco anos, tendo feito mais de 127 mil fotos que têm ajudado cientistas a conhecer melhor o vizinho terrestre. Entretanto, diferentemente de seu gêmeo Opportunity, que chegou três semanas depois e continua na ativa, o Spirit está encalhado desde o dia 1º de maio de 2009.
Quem achou que seria o fim do explorador marciano se enganou. A Nasa desistiu de tentar tirá-lo do banco de areia no qual se encontra – além do mais com duas das seis rodas quebradas –, mas decidiu transformá-lo em uma plataforma científica estacionária.
Nas próximas semanas, a tarefa do Spirit será se posicionar melhor de modo a poder armazenar mais energia solar e resistir ao próximo inverno marciano. Caso sobreviva, a ideia da Nasa é que ele continue enviando dados do planeta por muitos meses, ou anos.
“O Spirit não morreu. Ele apenas entrou em uma nova fase de uma longa vida”, disse Doug McCuistion, diretor do Programa de Exploração de Marte da Nasa. Segundo ele, a atual imobilidade não implica em aposentadoria e há muito ainda que pode ser feito.
Mas o destino do Spirit continua complicado. A energia de que dispõe atualmente talvez não seja suficiente para que resista ao inverno. Por isso, os responsáveis pela missão tentarão fazer com que se mova o suficiente para que o novo ângulo posicione as placas coletora de modo a receber mais energia solar.
“Resistir ao inverno é uma questão de temperatura e do bom funcionamento de seus dispositivos eletrônicos. Cada pequena quantia de energia produzida pelas placas solares será usada para manter seus componentes eletrônicos críticos aquecidos, seja por deixá-los ligados ou pelo acionamento dos aquecedores do Spirit”, disse John Callas, gerente de projeto do Spirit e do Opportunity.
Caso resista, o robô entrará em uma nova fase de sua missão, continuando a pesquisa em Marte. “Há experimentos científicos que podemos fazer apenas com um veículo estacionário e que não foram feitos nos anos em que o Spirit rodou pelo planeta”, destacou Steve Squyres, professor da Universidade Cornell e principal cientista da missão.
Um dos experimentos que o Spirit poderá fazer é o estudo de minúsculas variações na rotação do planeta de modo a conhecer melhor o seu interior. Isso exigirá meses de envio de dados a partir de um único ponto na superfície marciana para calcular movimentos de longo prazo com precisão de apenas alguns centímetros.
“Se o Spirit conseguir descobrir somente mais um único dado, se o interior de Marte é líquido ou sólido, isso já será maravilhoso”, disse Squyres.
As imagens produzidas pelo Spirit podem ser vistas em http://marsrover.nasa.gov/gallery/all/spirit.html.
Mais informações sobre a missão: www.nasa.gov/rovers
sábado, 5 de dezembro de 2009
Foto da Nasa reacende debate sobre vida em Marte
A imagem de Marte que mostraria um "homenzinho verde" |
Uma foto tirada do planeta Marte pela Agência Espacial Americana (Nasa) reacendeu o debate - pelo menos entre blogueiros na Internet - sobre a existência de vida no planeta.
» Descoberto ambiente para vida em Marte
» Pode existir água no equador de Marte
» Planeta a 41 anos-luz pode abrigar vida
A imagem da superfície do planeta mostra o que parece ser uma misteriosa figura humana sentada sobre uma rocha.
A foto, tirada pela sonda Spirit em janeiro de 2004, foi divulgada apenas recentemente pela Nasa e imediatamente causou uma intensa discussão na Internet.
Para alguns, a imagem seria evidência de vida extraterrestre. Outros blogueiros rejeitam a idéia, dizendo que a "figura humana" seria causada por um truque de luz.
A Nasa considerou oficialmente que a missão da sonda Spirit não encontrou evidências de vida no planeta.
TeoriasVários blogueiros ressaltaram a semelhança da "figura" na foto com a famosa estátua da pequena sereia na capital dinamarquesa, Copenhague.
Um internauta disse que a "estátua" em Marte teria sido "erguida por uma civilização antiga que deixou Marte e foi para a Dinamarca". Alguns chegaram a fazer sugestões mais esdrúxulas, de que a "figura" em Marte seria um anão de jardim, uma imagem da Virgem Maria ou o Pé Grande.
Mas muitos disseram que a imagem "não passa de uma rocha minúscula".
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Cientistas encontram 1a prova concreta de lago em Marte
Imagens de uma câmera chamada High Resolution Imaging Science Experiment a bordo do satélite Mars Reconaissance Orbiter indicam que a água escavou um cânion de 50 quilômetros de extensão, revelou um grupo da Universidade do Colorado.
Ele teria coberto uma superfície de 200 quilômetros quadrados, com profundidade de 450 metros, escreveram os pesquisadores da revista Geophysical Research Letters.
Hoje é incontestável que existe água no solo de Marte --robôs de exploração encontraram gelo ali. Também há provas de que a água ainda pode brotar do subsolo para a superfície, ainda que ela rapidamente desapareça na fina e gelada atmosfera do planeta vermelho.
Cientistas também já haviam visto o que poderiam ser praias de rios gigantescos ou mares "mas algumas das formações também poderiam ser obra de deslizamentos de terra.
"Essa é a primeira prova sem ambiguidades sobre linhas costeiras na superfície de Marte", disse Gaetano Di Achille, que liderou o estudo.
"A identificação das linhas e as evidências geológicas nos permitem calcular o tamanho e o volume do lago, que parece ter se formado há cerca de 3,4 bilhões de anos", afirmou Di Achille em comunicado.
A água é um elemento-chave para a vida, e os cientistas procuram desesperadamente por provas de vida em Marte, seja passada ou presente. A existência de água no planeta também pode ser útil para futuros exploradores humanos.
"Na Terra, deltas e lagos são excelentes coletores e conservadores dos sinais de vida passada", disse Di Achille. "Se a vida alguma vez existiu em Marte, os deltas podem ser a chave para desvendar o passado biológico de Marte", acrescenta.
"A pesquisa não prova apenas que houve um sistema lacustre de longa existência em Marte, mas nós podemos ver que o lago se formou após o período quente e úmido que pensava-se que teria se dissipado", disse o professor assistente Brian Hynek.
O lago provavelmente evaporou, ou congelou após uma abrupta mudança climática, afirmaram os pesquisadores. Ninguém sabe o que fez Marte deixar de ser um planeta quente e úmido para se tornar o deserto gelado e sem ar que é hoje.
(Reportagem de Maggie Fox)
UOL Celular
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Missão tripulada a Marte pode se abastecer de energia solar
A Agência Espacial Americana (Nasa) quer determinar qual é a melhor fonte de energia para as expedições ao planeta vermelho, a solar ou a nuclear, e para isso encarregou um estudo ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA).
Este debate energético acentuou-se depois que a Nasa deu por concluída a missão da sonda "Phoenix" em Marte, diante da impossibilidade de estabelecer comunicação com ela.
Essa missão, que funcionava com energia proporcionada por painéis solares, foi interrompida quando estes deixaram de se recarregar devido às tempestades de areia.
Outras sondas, como a Cassini, a Galileu e a New Horizons, levaram geradores de energia nuclear, uma opção que, segundo os pesquisadores, é a "clara vencedora" no debate porque permite um abastecimento constante de energia.
No entanto, os detratores desta opção alegam que qualquer acidente poderia causar uma chuva de resíduos radioativos na Terra ou em Marte.
Até agora, os cientistas pensavam que os raios do sol seriam fracos demais em Marte para ser transformados em quantidade suficiente de energia.
Eles calculam que seriam necessários cerca de 100 quilowatts para que os exploradores de Marte pusessem em funcionamento um entorno operacional e pudessem retornar à Terra.
A equipe de pesquisadores explica que, se a nave ficar na localização adequada -uma latitude entre 0 e 40 graus ao norte do equador marciano-, o sol poderá fornecer toda a energia à estação, inclusive durante as tempestades de areia.
Após avaliarem 13 sistemas de geração de energia, os cientistas concluíram que seria viável uma missão que levasse vários rolos de painéis solares de forma a cobrir uma superfície de 10 mil metros quadrados.
Esta missão poderia obter os 100 quilowatts necessários caso se situasse 25 graus ao norte do equador marciano.
Uma vez sobre a superfície de Marte, dois membros da tripulação teriam que dedicar 17 horas ao posicionamento e início de trabalho dos painéis, embora os pesquisadores destaquem a possibilidade de utilizar robôs para este fim.
UOL
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Marte: imagens mostram passagens de água em solo
» Marte: divulgada imagem de cânions
» Anunciada nova missão em Marte
» Sonda capta pôr-do-sol derretendo gelo
» Marte: toxina não inviabiliza vida
As fotografias, divulgadas ontem, permitiram que os cientistas estudassem as passagens perto da cratera Capen, que possui 60 km de extensão e se localiza a sete graus ao norte do equador do planeta vermelho.
Para Chris Okubo, do Instituto Geológico dos Estados Unidos, o fluxo subterrâneo de água ocorre ao longo dessas aberturas, o que auxilia na compreensão do funcionamento dessas passagens. "As estruturas são pontos importantes em uma futura exploração e para as investigações sobre a história geológica da água e dos processos vinculados ao líquido em Marte", avaliou.
Parecidas com estrias, as formações também são encontradas em grandes áreas compostas por pedras de arenito no deserto de Utah, nos EUA. As regiões possuem quilômetros de extensão e estão separadas por apenas alguns metros de solo. Segundo os geólogos, as fendas de Utah são o resultado da compressão no subsolo ou falhas geológicas.
"O estudo nos traz uma visão global não somente da erosão causada pela água na superfície, mas também dos efeitos em todo o planeta", avaliou Suzanne Smrekar, uma das cientistas da missão da sonda espacial. Segundo ela, o movimento da água tem implicações importantes em modificações na temperatura e na composição química da superfície do planeta. "Isso tudo tem a ver com a possibilidade de já ter existido algum tipo de vida em Marte", concluiu.
EFE
http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3212669-EI301,00.html
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Sonda Phoenix 'bebe' água de Marte
A equipe da Nasa responsável pela sonda Phoenix acaba de anunciar que conseguiu "provar" um pouco da água de Marte. Para a surpresa dos cientistas, que esperavam mais uma amostra seca em sua última tentativa de levar solo marciano a um dos instrumentos da sonda, havia alguns cristais de gelo de água em meio à areia do planeta vermelho.
É o primeiro processamento químico feito pela sonda do gelo no planeta vermelho. A análise é feita no instrumento Tega, uma espécie de forno que "cozinha" as amostras em várias temperaturas diferentes e analisa sua composição com base nas moléculas que evaporam.
Resultados empolgantes devem surgir conforme os dados forem analisados, nos próximos dias. Quiçá a Phoenix poderá até detectar certos compostos orgânicos -- tijolos de que a vida é feita -- em meio às amostras.
A Nasa aproveitou a ocasião para noticiar a decisão de ampliar a missão da espaçonave. Originariamente destinada a operar por 90 dias, a Phoenix está em "boa saúde" e por isso ganhou uma extensão de 30 dias em seus trabalhos.
A agência espacial americana também divulgou uma nova imagem panorâmica do local onde a sonda pousou, próximo ao pólo Norte marciano.